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Dia Global do Jovem Adventista

Dia Global do Jovem Adventista

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um "crente" pode ter depressão?

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Segundo dados da OMS, a depressão será uma das doenças que mais vai matar em todo o mundo nos próximos 20 anos, o que faz dela um grande inimigo para qualquer um de nós.

Por isso é tão importante conhecê-la, tanto para poder se prevenir contra ela, como para ajudar alguém que esteja perto de nós e que já esteja com os sintomas de um estado de depressão.

 
Como detectar e vencer a depressão
Por Mario Pereyra (Pastor, Professor e Psicólogo Adventista)

Annie, 36 anos, vive com seu marido e dois filhos. O que ela vive dificilmente pode ser chamado de vida. Durante a maior parte do dia, está com medo e ansiosa. Medo de nada em particular, mas ainda assim, medo. Freqüentemente está tensa, com aparência cansada e olhar perdido. Por vezes, chora sem saber a razão. O sorriso de suas crianças não lhe causa muito impacto. À noite, é vítima de insônia. “É horrível, assustador, já não agüento mais”, ela me confidenciou.

Não me sinto disposta a fazer nada. Não consigo fazer as tarefas, não vou a lugar nenhum. Eu não quero ver ninguém. Vivo deitada, apesar de não conseguir dormir. Apenas me deito e fico pensando em meus problemas. A comida me dá nojo. Perdi cinco quilos nas últimas semanas. Por vezes, penso que seria melhor pôr um fim a esse pesadelo.”

Annie é uma vítima da depressão, a mais comum de todas as desordens mentais e queixas de saúde. Em todo o mundo, aproximadamente 400 milhões de pessoas sofrem de depressão. As estimativas variam de 12 a 14% da população mundial.

Os sintomas mais comuns são melancolia, perda de interesse ou prazer, sentimento de culpa, baixa auto-estima, transtornos do sono, falta de apetite, pouca energia e baixa concentração. No pior dos cenários, a depressão pode levar ao suicídio, uma trágica fatalidade associada à perda de cerca de 850 mil vidas a cada ano.

O quadro é preocupante. O pior é que dois terços das pessoas que sofrem de depressão não buscam ajuda. Porém, mais de 80% entre aqueles com depressão clínica melhoram significantemente com tratamento.

Tipos de depressão
Pesquisadores têm sugerido diferentes subtipos teóricos de depressão. São eles:

1. Depressão maior é a condição na qual alguém se sente deprimido o tempo todo, sem interesse em nada. Há perda de apetite, insônia, ansiedade, fadiga, dúvidas e tendências suicidas.

2. Distimia é uma depressão mais prolongada (mínimo de dois anos para adultos e um ano para crianças e adolescentes), com sintomas similares à depressão maior, mas com menor intensidade.

3. Depressão bipolar é uma condição caracterizada pela presença de depressão maior e episódios de mania. É um estado anormal da mente, expansivo ou irritável, que pode durar por uma semana, com ilusões de grandeza, ausência de sono, falando mais do que o usual, pensamentos dispersos, ativismo e agitação psicomotora.

4. Ciclotimia é similar à desordem bipolar, mas de maior duração e menor intensidade.

Os dez mandamentos antidepressão

Há dois modos básicos de combater a depressão: com psicoterapia e terapia farmacológica. A pessoa deve ser avaliada por um psiquiatra que prescreverá tratamento adequado. A psicoterapia mais efetiva é a cognitivo-comportamental. Ela permite aos pacientes adquirirem novas habilidades em seu modo de percepção, compreensão e de reação às dificuldades, reduzindo a gravidade e duração da condição depressiva. Entre diversas formas para alcançar esse objetivo, gostaria de sugerir dez mandamentos antidepressão.

1. Intencionalmente lute contra pensamentos negativos. Os pensamentos negativos mais importantes são conhecidos como “Tríade Cognitiva Negativa”. São eles: (1) pensamentos e sentimentos negativos sobre si mesmo; (2) a tendência de interpretar o ambiente de forma negativa; e (3) a visão do futuro de modo pessimista. Por exemplo, Annie estava convencida de que era uma mãe ruim e uma péssima esposa. Pensava que seu esposo não a amava e com certeza a deixaria. Acreditava que a história depressiva de sua mãe se repetiria com ela.

Como combater esses pensamentos? Dois passos irão ajudar. Primeiro, detecte e descubra os pensamentos negativos. Segundo, confronte-os com evidências da realidade.

Pedimos a Annie que escrevesse suas situações negativas em um caderno com quatro colunas. As três primeiras colunas eram para ela descrever o evento, o que ela pensou e sentiu de acordo com a situação e que tipo de evidência ela possuía. Ela tinha que escrever na última coluna um pensamento positivo que substituísse o negativo. Por exemplo: um dia ela se encontrou com uma amiga que não a cumprimentou. Isso desencadeou pensamentos negativos. Aqui está o que ela escreveu:

Situação
Minha amiga passou perto de mim sem me cumprimentar.

O que senti e pensei
Eu penso que ela está brava comigo. Isso gerou medo e rejeição.

Evidência
Seu semblante sério e desagradável.

Pensamento alternativo
Pode ser que ela não esteja brava comigo e sim preocupada acerca de algo mais pessoal.

2. Quebre o circuito de idéias negativas. Annie pensou que seu marido se cansaria dela e a abandonaria. Dessa forma, se retraiu e adotou uma atitude desdenhosa. “Se ele vai me deixar, para que devo me preocupar com ele?”, pensava. “Você escutou o que ele disse quando entrou? Que eu não melhorarei novamente, como a minha mãe. O que ele quer é se ver livre de mim.” Tais pensamentos podem provocar uma resposta negativa do marido. Em troca, uma resposta negativa reforçaria seus sentimentos de rejeição e de futuro abandono. Annie estava presa em um círculo vicioso.

Como mudar estas idéias negativas? Uma maneira é confrontar tais pensamentos com a real situação. Na realidade, Omar, o marido de Annie, a amava muito e estava fazendo tudo para tornar a recuperação dela possível. Annie sabia que ela deveria preservar seu matrimônio e sua família, ser mais amorosa e cuidadosa. Assim, ao confrontar o negativo e reforçar o positivo, Annie poderia quebrar o círculo vicioso. Quando as atitudes mudam, tudo muda.

3. Evite pensamentos “absolutos”, do tipo “tudo ou nada”. “Omar nunca me amará novamente como antes.” “Tudo sempre dá errado.” Tais pensamentos e atitudes são típicos de pacientes deprimidos. A tendência é julgar as experiências, situações, pessoas e a si mesmo por duas categorias apenas: bom ou ruim, sempre ou nunca, santo ou pecador, etc. Para mudar esse modo de pensar, o método mais efetivo é o de introduzir tons no raciocínio com uma inclinação para o lado otimista. Por exemplo, Annie entendeu que ela teve o amor de seu marido, ainda que ele tenha se mostrado um pouco cansado em alguns momentos. Ela aprendeu a dizer: “Eu vou me sair vencedora com a ajuda de Deus.” “Existem coisas que faço que dão errado, mas existem outras que faço bem.

4. Não critique e castigue a você mesmo. Outra tendência de uma pessoa deprimida é estar permanentemente julgando suas ações, enfatizando os erros. Os deprimidos tendem a ignorar suas virtudes e focalizar as fraquezas. Esta autodepreciação incapacita e destrói. Por outro lado, o reconhecimento de virtudes constrói um novo futuro.

5. Exclua a tirania do “eu devo”. Quando se permite o crescimento do “eu devo”, este se torna um tirano permanente, fazendo demandas excessivas. Ao invés de “eu devo”, aprenda a adotar a atitude “eu preferiria.” O anterior é uma demanda tirânica, um fracasso que leva à baixa auto-estima. O posterior é uma aspiração, uma meta a alcançar. Se há um tempo em que os deveres precisam ser mais flexíveis, este tempo é quando você está deprimido.

6. Evite situações desagradáveis e estressantes. Como ir a funerais, por exemplo. Tais eventos acrescentam tensão a um indivíduo, particularmente a alguém com tendência à depressão.

7. Reconheça seus valores e virtudes. Reconhecer a sua própria capacidade e valor pessoal faz parte do caminho do bem-estar.

8. Aprenda a desfrutar e obter satisfação no que você faz. Depressão é o resultado de um fracasso em desfrutar a beleza e as bênçãos da vida. Benjamin Franklin disse bem: “O homem rico não é aquele que tem tudo, mas o que desfruta tudo o que tem.” Aprender a reconhecer o bom e o bonito ao redor de nós é um salto transcendente à descoberta da felicidade de viver.

9. Promova esperança. Desesperança é um componente essencial da depressão. A desesperança tem relação próxima com sintomas depressivos e tendências suicidas. Uma pesquisa sobre tratamentos para a depressão indica que a redução da desesperança é um fator importante de resultados bem sucedidos, particularmente durantes as primeiras semanas de tratamento.

Como lutar contra a desesperança? Desenvolvendo confiança em Deus, construindo autoconfiança, estimulando recursos pessoais e mobilizando forças mentais e espirituais para criar uma atmosfera esperançosa. Esperança é acreditar que sempre existe uma saída. Por isso, perguntamos a Annie: “O que você fará depois que superar a depressão? Como será o dia seguinte?” Planejando o futuro, para viver com seus filhos, ela foi capaz de visualizar uma vida feliz. Pouco a pouco, viu sentido na vida e a luz começou a surgir.

10. Confie em Deus. Envolvimento religioso é uma variável importante que recebeu atenção em recente literatura em depressão. Vários estudos de alto perfil indicam que certos aspectos de religiosidade (por exemplo, envolvimento religioso público, motivação religiosa intrínseca) podem ser inversamente relacionados aos sintomas depressivos. Ou seja, quanto maior o envolvimento religioso, menores serão os sintomas da depressão.
"Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos" (Filip. 4:4).

Por: Gilson Medeiros

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Vale a pena fazer um bom trabalho

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“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” Colossenses 3:17

Alguma vez em seu trabalho você perguntou: O que estou realizando é para Deus ou para os homens? Realmente é uma pergunta difícil de ser respondida, mas a resposta se reflete nos resultados alcançados, visto que essas mesmas tarefas podem ajudá-lo a corrigir no que você se equivocou. No nosso labor podem existir muitos parâmetros de avaliação, mas deveríamos pensar se o Espírito de Deus é quem está dirigindo o meu trabalho.

Nossa sociedade é muito competitiva onde muitos querem ser os primeiros. Embora por um lado isso não seja negativo, quando deixamos que nosso ser seja dominado pela carne e pensamos apenas em agradar o homem, realmente fracassamos e podemos perder tudo o que Deus nos pode outorgar.

Como cristãos, devemos lembrar que testemunhar é edificar caracteres para o Céu. Por tanto, há uma norma mais elevada, um parâmetro supremo: levar nossos próximos a serem semelhantes a Cristo. Assim sendo, devemos permitir que Deus administre nosso trabalho, não pensando segundo a carne, mas pelo que recomenda o Espírito. Realizando um trabalho não como eu quero, mas como Deus quer. Para que as pessoas que nos rodeiam e até mesmo nossa família, vejam em nós um exemplo de serviço a Deus.

Necessitamos nos entregar a Deus e permitir que o Espírito Santo dirija o tempo todo a nossa vida já que temos a grande responsabilidade de cuidar do rebanho, de nossa família e das pessoas a quem levamos o conhecimento do amor de Deus, por nossos companheiros de trabalho, e também por nós mesmos.

Lembremo-nos que Deus sempre está do nosso lado e que deseja que façamos o melhor para Ele e assim devemos pensar. Paulo recomenda que nossas ações e palavras sejam para Deus.

Façamos o que Deus deseja. Porque se assim procedermos, até mesmo passando tribulações, acabaremos sendo um Servo sofredor, o melhor exemplo de serviço ao Pai.

 Edgar Cruz, pastor
outubro 22, 2012 By ASN Noticias
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Batismo na IASD Central de Serrinha, Sábado 20 de outubro de 2012

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Na manhã de sábado dia 20 de outubro de 2012, ocorrerá uma grande festa na IASD Central de Serinha, será o batismo do jovem Desbravador Kevin Ouro, que tomou a decisão mais importante de sua vida, de servir e seguir ao Senhor Jesus.
A cerimônia será dirigida pelo Pasto Moises Sales na parte da manhã.
Venha e convide seus amigos.
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Semana de Oração na IASD da Cidade Nova em Serrinha, destaca "Esperança no Grande Conflito"

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No ano em que o mundo especula o fim da raça humana, baseado em falsas profecias, a Semana de Mordomia Cristã vai esclarecer o verdadeiro conflito entre o bem e o mal. 

A programação é uma oportunidade de entender qual a postura do cristão diante da iminente volta de Jesus Cristo ao mundo, por essa mensagem deve alcançar o maior número possível de pessoas.
De 20 a 27 de outubro de 2012, na Igreja Adventista do Sétimo Dia da Cidade Nova em Serrinha - Ba.,  Franklin Miranda estará ministrando a Palavra de Deus convide seus amigos, familiares e comunidade em geral para participar.


 

 


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Quando o Amor Acaba

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Retornei cansado, após uma semana de viagem a trabalho e, enquanto examinava o volume de correspondência acumulada, uma logo me chamou a atenção. De: Vanessa Para: Dr. Nicolas com muita urgência. Vanessa…, Vanessa…, logo me lembrei. Era a garota preocupada e chorosa que me havia procurado dias antes após uma programação.
De sua carta um tanto longa, destaco alguns pontos:
Prezado Dr. Nicolas:
Desde aquela vez que conversamos um tanto apressadamente, não me foi possível lhe narrar por completo todo o drama que estou vivendo. Estou indecisa, desesperada e preciso de alguma orientação. Casei-me muito nova, com apenas dezessete anos contra a vontade de meus pais e há quase nove anos estou vivendo com Jorge, meu esposo. Embora casada eu sempre tive o desejo de crescer e progredir em todos os níveis. Meu esposo, porém, se tornou um homem acomodado, caseiro, retraído e insociável. Ele se descuidou da aparência e do desejo de progredir. Atualmente apenas trabalha como ajudante geral numa empresa e se sente satisfeito em continuar assim. Eu voltei a cursar faculdade e descobri novos amigos e amigas. Ele então passou a ter muito ciúmes de mim e a fazer ameaças. Quer que eu pare de estudar e há alguns dias durante uma discussão até me agrediu.
Hoje eu não sinto mais nada por ele a não ser pena. Eu o rejeito e o recuso e sofro até em pensar em intimidades, ou que ele me toque. Isso o torna ainda mais inseguro e agressivo. Quero me separar, mas temo a reação da igreja, dos meus pais tão religiosos, e principalmente de provocar algum trauma em minha filha de apenas cinco anos. Sinto que não mais o desejo, muito embora eu tente por causa da religião. Não posso esquecer sua agressão. Quero terminar esse casamento, mas tenho medo. Estou realmente desesperada, e já cheguei a pensar que a morte seria uma boa solução. Por favor, me ajuda Dr.Nicolas.

Resposta:
Ao ler a carta de Vanessa meus pensamentos reviveram uma fábula que aprendi na infância. A de um grupo de sapos que, durante anos, viviam alegres e unidos em sua bela lagoa distante do mundo e de todos. Um dia, porém, uma forte tempestade arrastou um daqueles sapinhos para uma região nova. Ele então passou a descobrir novos lugares e indivíduos. Suas idéias a respeito do mundo mudaram e tudo se tornou mais deslumbrante. Um dia, porém, decidiu retornar a sua antiga lagoa, mas logo percebeu que ela havia perdido a beleza e o encanto e que ele não mais podia se adaptar a ela. Ele então insistiu para que seus antigos colegas aceitassem suas novas idéias e sua visão de mundo mais viva e colorida. No entanto, eles o rejeitaram, taxando-o de exaltado, desigual, rebelde, e ameaçaram matá-lo. Sem um ambiente receptivo o pobre sapinho, decepcionado, decidiu que tinha que partir, pois suas idéias e visão de mundo já não mais se adaptavam aos antigos padrões de seus companheiros.
Vanessa e Jorge ao se casarem embarcaram juntos numa viagem nova e desconhecida. Por algum tempo caminharam unidos em um mundo igual e fascinante. Vanessa prosseguiu Jorge, porém, se acomodou. Viajando sozinhos foram se tornando cada vez mais estranhos, até perceberem que não possuíam mais nenhuma afinidade um com o outro. Ao perceber a estagnação do esposo, Vanessa passou a rejeitá-lo como companheiro de viagem e isso despertou sua ira e agressividade.
É um erro pensar que o vínculo de amor e aceitação são virtudes que se mantêm perenes em uma relação. Relacionamentos são coisas vivas, por isso necessitam de doação e investimento. Quando cessa o desejo de continuar crescendo não se facilita a aceitação e a admiração. A falta de investimento pessoal gera falta de aceitação e se não existe aceitação é praticamente impossível experimentar o amor. Aquele que abre mão de crescer e de investir em si mesmo pode estar decretando seu próprio processo de rejeição. O corpo não pode sentir o desejo, quando não mais existe a aceitação na mente e no coração. Visões de mundo muito diferentes causam distanciamento. Mundos separados e desiguais não são solos férteis para o crescimento do amor. Por outro lado, todo processo de rejeição e indiferença machuca, causa tristeza e desânimo.
Para Vanessa existem caminhos e escolhas, mas estas sempre trarão empenho e sacrifícios. Ela poderia colocar um fim provisório nessa relação até que, ambos repensassem e re-avaliassem seus desejos e necessidades. Existe, também, a possibilidade de colocar um fim definitivo nessa relação perigosa, pois, ameaça e agressão são danosos para todos, principalmente para sua filha. No entanto, há também a grande possibilidade de perdão e recomeço. Por mais que uma relação esteja destruída e desgastada, ela pode ser reconstruída se ambos desejarem investir. Quando se deseja dar uma nova oportunidade para o amor nunca é tarde para perdoar. Um diálogo franco em que ambos possam expor seus motivos, medos e, acima de tudo, reconhecer erros pode ajudar nesse processo. Logicamente não existe uma saída fácil, mas qualquer escolha deve ser feita com prudência, coragem e segurança. Vanessa, no entanto, terá que escolher seu caminho. Ninguém poderá fazê-lo por ela.

Eronildes de Nícolas
Psicólogo e Pedagogo

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Os Adventistas e a Política

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Notícias sobre crises políticas e corrupções governamentais acabam polarizando a opinião pública dos países afetados. É curioso ver, de um lado, políticos questionáveis se fazendo de vítimas para continuar recebendo o apoio popular e, do outro lado, oposicionistas que aproveitando a situação para se autoproclamarem os únicos salvadores da pátria. A o mesmo tempo em que vários políticos tradicionais vão perdendo a credibilidade, algumas denominações evangélicas tem-se mobilizado politicamente, a ponte de montarem sua próprias bancadas em câmaras de vereadores, nas assembléias legislativas na Câmara dos Deputados e mesmo no Senado Federal, sob o pretexto de que os políticos evangélicos são mais honestos e confiáveis.
A crescente militância política evangélica tem suscitado algumas indagações importantes entre os próprios adventistas:
1ª) Deveriam os adventistas continuar politicamen­te passivos ou assumir uma postu­ra mais agressiva diante das crises governamentais?
2ª)Como a Igreja Adventista do Sétimo Dia encara a candidatura de alguns de seus membros a cargos políticos através de eleições públicas?
3ª) Que critérios devem ser usados na escolha dos candidatos em quem votar?
No capítulo “Nossa Atitude Quanto à Política” do livro Obreiros Evangélicos, págs. 391-396 (ver também Fundamentos da Educa­ção Cristã, págs. 475-484), podem ser encontradas importantes orientações sobre o não envolvi­mento de obreiros denominacio­nais em questões políticas. Já o pre­sente artigo menciona alguns con­ceitos básicos sobre a posição dos adventistas como cidadãos, candi­datos e eleitores políticos.
Organização apolítica 
Exis­tem pelo menos três princípios fundamentais que regem a posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre a política. Um deles é o prin­cípio da separação entre Igreja e Estado, levando cada uma dessas entidades a cumprir suas respecti­vas funções sem interferir nos ne­gócios da outra. A Igreja crê que só poderá preservar esse princípio por meio de uma postura denomi­nacional apolítica, não se posicio­nando nem a favor e nem contra quaisquer regimes ou partidos po­líticos. Essa postura deve caracteri­zar, não apenas a organização ad­ventista em todos os seus níveis, mas também todas as instituições por ela mantidas, todas as congre­gações adventistas locais, bem como todos os obreiros assalaria­dos pela organização.
A Igreja encontra nos ensinos de Cristo e dos apóstolos base sufi­ciente para evitar qualquer mili­tância política institucional. O cris­tianismo apostólico cumpria sua missão evangélica sob as estruturas opressoras do Império Romano sem se voltar contra elas. O pró­prio Cristo afirmou que o Seu rei­no “não é deste mundo” e que, por conseguinte, os Seus “ministros” não empunham bandeiras políti­cas (João 18:36). Qualquer com­promisso político ou partidário por parte da denominação dificultaria a pregação do “evangelho eterno” a todos os seres humanos indistinta­mente (Mat. 24:14; Apoc. 14:6).
Outro princípio fundamental é que o nível de justiça social de um país é diretamente proporcional ao nível de justiça individual de cada um dos seus cidadãos, e que esta justiça individual, por sua vez, deri­va do interior da própria pessoa. Reconhecendo as dimensões so­ciais do pecado, a Igreja apóia e mesmo participa de projetos so­ciais e educacionais que benefi­ciam a vida comunitária sem con­flitarem com os princípios bíblicos. Muitos desses projetos são levados a efeito em nome da ADRA – Agên­cia de Desenvolvimento e Recur­sos Assistenciais. No entanto, a Igreja não participa de quaisquer greves e passeatas de índole políti­ca e partidária que acabariam com prometendo sua postura apolítica.
A validade de uma perspectiva que parta do interior para o exte­rior do ser humano é destacada por Cristo ao afirmar que “de dentro, do coração dos homens, é que proce­dem os maus desígnios, a prostitui­ção, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura” (Mar. 7:21, 22). Conseqüentemente, a solução cabal para esses problemas não está na mera formulação de novas leis ou no ativismo revolucionário, e sim, na conversão interior do ser humano. Nas palavras de Cristo, “limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fi­que limpo!” Mat. 23:26.
Um terceiro princípio funda­mental é que cada cristão adventista possui uma dupla cidadania ele é, acima de tudo, cidadão do reino de Deus e, em segundo plano, cidadão do país em que nasceu ou do qual obteve a cidadania. Conseqüente­mente, deve exercer sua cidadania terrestre com base nos princípios cristãos de respeito ao próximo. Mesmo desaprovando situações de injustiça e exploração social, a Igreja Adventista do Sétimo Dia procura se relacionar respeitosamente com o governo civil e os partidos políticos de cada país em que exerce suas ati­vidades, sem com isso comprometer os princípios bíblicos.
Que o cristianismo não isenta os cristãos dos seus deveres civis é evidente na ordem de Cristo: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Mar. 12: 17. O Novo Testamento apresenta várias orien­tações a respeito do dever cristão de honrar os governos civis como instituídos por Deus (ver Rom. 13:1-7; Tito 3:1 e 2; I Pedro 2:13­17). Somente quando tais governos obrigam seus súditos a transgredi­rem as leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de que “an­tes, importa obedecer a Deus do que aos homens”: Atos 5:29.
Candidatos adventistas 
En­tre os direitos do cristão adventista no exercício de sua cidadania, está o de ocupar cargos políticos. O An­tigo Testamento menciona vários membros do povo de Deus que exerceram funções de grande pro­jeção no governo de importantes nações pagãs da época. Por exem­plo, José foi por muitos anos pri­meiro-ministro do Egito, a mais importante nação da época (Gên. 41:38-45). Colocado por Deus so­bre o trono daquele país (Gên. 45:7, 8), José se manteve “puro e imacu­lado na corte do rei”; e foi “um re­presentante de Cristo” aos egípcios (Medicina e Salvação, pág. 36; Pa­triarcas e Profetas, págs. 368-369). Daniel exerceu importantes cargos governamentais em Babilônia sob o reinado de Nabucodonosor, Bel­sazar, Dario e Ciro (Dan. 2:48, 49; 5:11, 12,29; 6:1-3, 28; 8:27). Com um apego incondicional aos prin­cípios divinos, Daniel e seus com­panheiros foram embaixadores do verdadeiro Deus na corte desses reis (ver Dan. caps. 1, 3 e 6).
A postura de José e Daniel nas cortes pagãs do Egito e de Babilônia, respectivamente, corrobora o fato de que é possível ser cristão sob governos não comprometidos com a religião bíblica. Mas o apri­sionamento de José (Gên. 39:7-23), o teste alimentar de Daniel e seus três companheiros (Dan. 1), a pas­sagem desses três companheiros na fornalha de fogo (Dan. 3) e a expe­riência de Daniel na cova dos leões (Dan. 6) comprovam que há um preço elevado a ser pago por aque­les que ocupam cargos públicos em ambientes hostis à verdadeira reli­gião. O exemplo do rei Salomão deixa claro que boas intenções ini­ciais (II Crôn. 1:1-13) podem ser corrompidas pela influência de ambientes vulgares (I Reis 11:1-15). Já a atitude do rei Ezequias para com a embaixada de Babilônia comprova que governantes temen­tes a Deus correm o risco de se or­gulharem de suas próprias conse­cuções (II Reis 20:12-19).
É interessante notarmos que José e Daniel foram nomeados para suas funções públicas pelos pró­prios monarcas da época. Mas hoje, na maioria das democracias modernas, as pessoas precisam se candidatar e concorrer a tais fun­ções em um processo bem mais competitivo. O fato de existirem políticos corruptos não significa que todo político seja corrupto. Embora a Igreja Adventista do Sé­timo Dia, normalmente, não enco­raje e nem desestimule a candida­tura política dos seus membros, ela também reconhece que a socieda­de contemporânea tem sido bene­ficiada pelo bom exemplo de al­guns políticos adventistas que con­correm honestamente a determi­nados cargos públicos e os exercem dignamente, sem comprometerem com isso os princípios bíblicos. A influência positiva de políticos ad­ventistas tem sido decisiva, em vá­rios países, para o estabelecimento de legislações que facilitem a ob­servância do sábado.
A Igreja espera que os adventis­tas que se candidatam a cargos po­líticos elegíveis sejam honestos em sua campanha e, se eleitos, tam­bém no exercício de suas funções políticas. Cada candidato deve conduzir o seu processo eleitoral-­político (1) sem assumir posturas ideológicas e partidárias contrárias aos princípios cristãos; (2) sem se valer de recursos financeiros ina­propriados; (3) sem prometer o que não possa cumprir; (4) sem de­negrir a reputação de outros candi­datos igualmente honestos; (5) sem se envolver com coligações não condizentes com a fé cristã-adven­tista; (6) sem jamais comprometer a observância do sábado em suas campanhas; e (7) sem minimizar seu compromisso pessoal com o estilo de vida adventista em coque­téis e confraternizações sociais.
Conheço igrejas locais que en­frentaram sérias desavenças inter­nas pelo fato de alguns dos seus membros se candidatarem a verea­dores por partidos rivais. É certo que os membros da igreja têm o di­reito, como cidadãos, de se candi­datarem e concorrerem a cargos elegíveis, bem como de procura­rem convencer outros a neles vota­rem. Mas nenhuma programação oficial de qualquer congregação ad­ventista deve ser usada como plata­forma política que comprometa a postura apolítica da denominação . Candidatos adventistas que usam eventualmente o púlpito devem pregar o evangelho, sem jamais fa­lar sobre política. Deus poderá abençoar ricamente os candidatos que exercerem honestamente sua cidadania, respeitando a posição apolítica da igreja e de seus obrei­ros, e promoverem a cordialidade e a unidade de nossas congregações.
Eleitores adventistas 
Os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia devem reconhecer ser seu dever individual escolher cons­cientemente em quem votar. O princípio básico é sempre votar em candidatos cuja ideologia, crenças, estilo de vida e propostas políticas estejam mais próximos dos princí­pios adventistas . Entre os princí­pios mais importantes estão: (1) liber­dade religiosa, (2) separação entre Igreja e Estado, (3) observância do sá­bado, (4) conduta moral, (5) temperança cristã, (6) apoio ao sistema educacio­nal privado mantido pela Igreja, e a (6) tentativa de melhorar a qualidade de vida das classes moral e econo­micamente desfavorecidas. A posi­ção da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre algumas dessas questões é enunciada no livro Declarações da Igreja (Tatuí, SP: CPB, 2003).
Ellen White adverte contra votar em candidatos sem compromisso com a liberdade religiosa: “Não po­demos, com segurança, votar por partidos políticos; pois não sabe­mos em quem votamos. Não pode­mos, com segurança, tomar parte em nenhum plano político. Não podemos trabalhar para agradar a homens que irão empregar sua in­fluência para reprimir a liberdade religiosa, e pôr em execução medi­das opressivas para levar ou com­pelir seus semelhantes a observar o domingo como sábado. O primeiro dia da semana não é um dia para ser reverenciado. É um falso sábado, e os membros da família do Senhor não podem ter parte com os ho­mens que o exaltam, e violam a lei de Deus, pisando Seu sábado. O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos ofi­ciais; pois assim fazendo, são parti­cipantes nos pecados que eles co­metem enquanto investidos desses cargos:’ – Fundamentos da Educa­ção Cristã, pág. 475.
Um dos maiores problemas na escolha de candidatos é a teoria de que “os fins justificam os meios”: Se determinado candidato, mesmo sem compromisso com os princí­pios acima mencionados, promete beneficiar financeira ou politica­mente a Igreja, alguns líderes jul­gam pertinente apoiar tal candida­to em troca desses favores. Mas esse tipo de barganha política ja­mais deveria ser tolerado nos meios adventistas. Acima de quais­quer benefícios coletivos ou indivi­duais, deve estar o compromisso com os princípios adventistas.
Outro aspecto de especial inte­resse para os eleitores adventistas é a votação ou não em candidatos adventistas. Alguns crêem equi­vocadamente que, votando em candidatos adventistas, estariam ao mesmo tempo promovendo a liberdade religiosa e postergando os eventos finais. Mas é dever de todo o cristão-adventista exercer sua influência em favor da liberda­de religiosa (Mensagens Escolhi­das, vol. 2, pág. 375; Testemunhos para Ministros, págs. 200-203), contribuir positivamente para a fi­nalização da pregação do evange­lho (Mat. 24:14; 28:18-20), e dei­xar os eventos finais por conta de Deus (Atos 1:6-8).
Como membros do corpo de Cristo (I Cor. 12:12-31), deveríamos acabar com a falsa teoria de que “adventista não deve votar em adventista”: Essa teoria só é aplicá­vel a candidatos que não vivem uma vida condizente com os prin­cípios adventistas ou cuja candida­tura visa apenas a obter benefícios pessoais, sem uma proposta políti­ca adequada. Mas, por outro lado, se os candidatos adventistas são os que mais próximo se encontram dos princípios que sustentamos e se eles possuem boa proposta polí­tica, então, não existe qualquer jus­tificativa plausível para se descar­tar tais candidatos simplesmente por serem adventistas.
Deveria ser considerada tam­bém a questão das eleições no sá­bado em países onde a votação é obrigatória. Este assunto foi trata­do por Mário Veloso em seu artigo “Os adventistas e a eleição no sába­do”; Revista Adventista (Brasil), ju­lho de 1986, págs. 19-20. Embora a Igreja Adventista do Sétimo Dia não discipline os membros que, por iniciativa pessoal, votem du­rante as horas do sábado, a reco­mendação é que isso seja evitado. O referido artigo foi escrito como um apelo aos políticos brasileiros para que houvesse um “prolonga­mento das horas para o exercício do voto, de tal maneira que os ad­ventistas possam votar depois do pór-do-sol do sábado”: A declara­ção de que Ellen White votaria até mesmo “no sábado” diz respeito à causa da temperança, ou seja, à lei seca de proibição da venda de bebi­das alcoólicas, em Des Moines, Iowa, em 1881 (ver Arthur L. Whi­te, Ellen G. White, vol. 3, págs. 158-­161). Mas essa declaração não pro­vê qualquer endosso a votação po­lítica em dia de sábado.
Conclusão 
A Igreja Adventista do Sétimo Dia sempre manteve uma posição oficial apolítica de não se posicionar a favor ou contra qualquer regime ou partido políti­co. Essa posição é mantida em to­dos os níveis organizacionais e ins­titucionais da denominação, inclu­sive em suas congregações locais. Os obreiros assalariados pela de­nominação devem manter a mes­ma postura. Conseqüentemente, nenhum púlpito adventista e ne­nhuma reunião promovida oficial­mente pela denominação jamais deveria desfraldar qualquer ban­deira política. Ele é um lugar onde o evangelho eterno deve ser pro­clamado com o propósito de con­duzir à salvação em Cristo pessoas de todas as etnias e de todos os partidos políticos, sem preferên­cias e discriminações.
Por contraste, a Igreja faculta aos seus membros o direito indivi­dual de exercer sua cidadania, in­clusive a de se candidatar a cargos políticos e de exercê-los dignamen­te. Tanto no processo eleitoral como no exercício da função, espe­ra-se que cada adventista engajado em tais atividades mantenha uma postura digna de verdadeiro cris­tão adventista. Todos os políticos adventistas deveriam considerar a José e Daniel como seus modelos políticos. Deveriam sentir ser seu dever zelar pessoal e publicamente pela liberdade religiosa e pelos princípios cristãos em um mundo carente dos valores absolutos da verdadeira religião bíblica.
Todos os membros da igreja de­veriam votar conscientemente nos candidatos que melhor refletem os ideais adventistas. A escolha dos candidatos não deveria ser tanto por partido político, mas pela ideologia e os valores pessoais de cada um. Candidatos adventistas não deveriam ser discriminados simplesmente por serem adventis­tas, exceto se não demonstram uma conduta digna ou não pos­suam um plano de governo ade­quado. O voto de cada adventista deveria ser um testemunho autên­tico a favor da liberdade religiosa que facilite o cumprimento da missão adventista nestes dias finais da história humana.

Dr.Alberto Timm

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